Nome: Amor & GelatoAutor: Jenna Evans Welch
Lançamento: 2017
ISBN 9788551002353
Páginas: 320
Edição: Português
Sinopse
Lina foi passar o verão em Florência para cumprir o desejo da mãe - conhecer o seu pai, que desapareceu à 16 anos. Mas a descoberta do diário da vida da sua mãe em Itália vai mudar tudo.
Vai conhecer um mundo mágico de amores proibidos e um segredo que vai transformar tudo o que ela julgava saber sobre a sua mãe, o seu pai, e até ela própria.
Um livro perfeito para todos os fãs de John Green e Rainbow Rowell.
Vou confessar que comprei o livro "Amor & Gelato" só porque a história se passava na Itália. E como neta de italianos, apaixonada pelos "narigons" dos italianos e adepta à "mão de coxinha", é claro que esse livro estaria na minha Estante Fantástica e Livros Que Não Cabem. É um livro que eu catálogo como "fofinho", "bom para ler para relaxar", "uma bela dose de romance adolescente". Afinal, quem nunca quis se apaixonar por um italiano? Okay, minha paixão pelo país do "ma che cazzo, mama mia!" falou mais alto.
Lina vai morar em Florença após um pedido feito pela mãe antes de ela falecer. Ela não sabe o por quê da mãe tê-la mandado para lá, apenas para conhecer seu suposto pai, de quem sua mãe nunca falou. Ao chegar em Florença, a primeira coisa que ela descobre é que vai morar em um cemitério. Desculpa, no Memorial da Segunda Guerra Mundial, onde estão enterrados os americanos mortos pela guerra.
Ao chegar na casa de Howard, pai de Lina, ela descobre que sua mãe enviou um dos diários dela para o cemitério. Uma das administradoras do local, Sonia, o recebeu e entregou para a garota. O diário conta sobre o tempo que Hadley, mãe de Carolina, passou em Florença. É a oportunidade de Lina descobrir o motivo pelo o qual sua mãe pediu que ela fosse para a cidade. Ao começar a ler, depois de relutar um pouco, percebe que o diário pode ter as respostas sobre o por quê da sua mãe nunca ter falado sobre o pai dela.
Mas morar em um cemitério pode ter suas vantagens. Ao sair para correr no dia seguinte à sua chegada a Florença, ela se depara com um rapaz jogando bola. Lorenzo Ferrara. Ou para os íntimos, apenas Ren. E então entra o super clichê dos romances: você mal conhece o cara e ele já tá todo íntimo a ponto de te levar para a casa dele. Tirando isso, a relação dos dois é bem gostosinha de acompanhar. Mesmo tendo o clichê "ain será que ele gosta de mim" + "conhece e se apaixona por outro cara" + "descobre que amava o melhor amigo" + "brigar porque ela ficou com o outro cara" + "volta o cão arrependido, com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e o rabo entre as patas". Não acho que estou soltando spoilers, porque é o que sempre acontece nos livros "fofinhos". Se soltei, perdão pelo vacilo.
O ponto principal da história é Lina indo atrás de respostas. E, ao descobri-las, ela percebe que não conhecia uma parte da vida e da personalidade da própria mãe. Isso faz com ela passe por diversas emoções, de saudades da mãe até raiva por ela não ter contado sobre o tempo que ela passou em Florença.
O que eu mais gostei no livro foi "conhecer" Florença. Durante a narrativa, a autora cita vários pontos turísticos da cidade, como o Duomo Santa Maria Del Fiore que fica na Piazza Del Duomo, a Ponte Vecchio, a Piazza Della Signoria (praça central da cidade), além de citar os Médicis (e a contribuição deles para a arte em Florença - a cidade possui um dos maiores acervos de arte), além de algumas obras de arte como a Fontanna de Porcellino e a lenda sobre ele. Não, o famoso David de Michellângelo infelizmente não está no livro.
Um livro bom para que todos saibam que uma história não possui apenas "dois lados", mas diversos lados. Nem tudo é preto no branco, 8 ou 80. Nós nunca conhecemos as pessoas de verdade, mas isso não significa que elas são más ou boas. Elas são apenas humanos que comentem erros e acertos. E principalmente: nunca sabemos o que realmente se passa na vida e na mente de alguém.
Para quem se interessar e quiser comprar o livro:
Quotes
"Sabe, as pessoas vêm para a Itália por vários motivos, mas, quando ficam aqui, é só por dois.
— Quais?
— Amor e gelato"
"— Você sabe como fazer um italiano parar de falar, não é?
— Como?
— É só amarrar os braços dele."
"Uma vida sem amor é como um ano sem verão."
"Acontece que há uma razão pela qual eles chamam de "cair de amores", porque quando acontece - realmente acontece - é exatamente assim que se sente. Não há como fazer ou tentar, você simplesmente se deixa ir e espera que alguém esteja lá para te pegar ".
"Ele era quente, cremoso e tinha o sabor de tudo de mais perfeito que podia acontecer com uma pessoa. Verões italianos. Primeiros amores. Chocolate"
"Bem, nesse caso, não. Eu não sou seu pai, mas se usar outra definição, como “um homem que quer estar na sua vida e ajudar a criar você”, então, sim. Sou."
"- Ei, acabei de pensar em uma coisa.
- No quê?
- Quando estamos juntos, formamos um italiano inteiro."
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