
Nome: A Playlist da Minha Vida
Autor: Leila Sale
Lançamento: 2014
ISBN 9788525057082
Páginas: 312
"Elise Dembowski nunca foi popular na escola. Ninguém conversava com ela na hora do intervalo nem a convidava para sair no fim de semana. Pior. Ninguém jamais se interessou em saber o que tanto a ela escutava em seu iPod: playlists com o melhor da música pop, único território em que Elise se sente confortável e confiante."
Enrolei um bom tempo para decidir se comprava ou não esse livro. Ao mesmo tempo que ele parecia ser aqueles livros bobinhos, ele me atraia de uma forma inexplicável, como se, cada vez que eu encontrava ele em uma livraria, ele sussurrava "Leia-me... Leia-me.. Leia-me". Então um pouco antes de 2014 acabar, eu me rendi e comprei o livro.
Confesso que foi complicado engatar a leitura (por causa do trabalho - é horrível ler praticamente um capítulo por dia, porque só dava para ler no metrô), mas a história, o enredo foi me conquistando aos poucos. O motivo: eu também não era a garota popular na escola, tinha dificuldades de fazer amizade e, no terceiro ano do colégio fui excluída (por causa de fofoca feita por uma ex-amiga). Depois, também tentei, igual a Elise, "ser igual aos outros para ser aceita". E não, não dá certo.
O livro começa com o seguinte trecho (não vou dar spoilers, mas é um trecho para refletir):
"Você acha que é fácil mudar seu jeito de ser.
Você acha que é fácil, mas não é.
O que você acha que é preciso fazer para se reinventar como uma pessoa totalmente nova, uma pessoa coerente, que pertence a algum lugar? Você mudaria as suas roupas, o seu cabelo, o seu rosto? Vá em frente, então. Faça isso. Fure as orelhas, corte o cabelo, compre uma bolsa nova. Mesmo assim eles verão quem você é. Eles verão você, a menina que continua assustada, que continua se fingindo de esperta, que sempre está um passo atrás, que continue sendo - sempre - a errada. Mude o que quiser, mas isso você não pode mudar".
Elise nunca foi "vista" na escola em que estuda. A não ser pelas pessoas que usavam seu tempo para implicar de forma maldosa com ela. Então, antes de começar um novo ano no colégio, ela decide se reinventar para ser aceita pelos colegas. Compra roupas novas, se desfaz das antigas
Até que, durante uma caminhada durante a noite
O livro mostra que, por mais que você ache que ninguém gosta de você, sempre vai ter algumas pessoas gostando de quem você é. Geralmente são poucas, mas são aquelas que não serão seus amigos por interesse, mas sim por gostar de quem você realmente é, com todos seus defeitos.
E por fim, o livro possui, em cada capítulo, um trecho de alguma música. Outros trechos são citados durante a história. E, cá entre nós, não é bom essa mistura de música com livros? Afinal, nada melhor do que um bom livro e uma boa música para esquecer um pouco da vida real.
"Você acha que é fácil mudar quem você é. Você acha que é fácil, mas não é. Sério as coisas não continuam as mesmas para sempre: sofás são substituídos, os garotos se vão, você descobre uma música, o seu corpo ganha cicatrizes que te acompanharão para sempre. E em cada um desses momentos você muda, várias e várias vezes, o seu verdadeiro eu se revira, muda de posição - mas sempre, no fim, , volta para você, como alguém em uma pista de dança. Porque, durante todo esse processo, você ainda é - e sempre será - você: bonita e machucada, conhecida e irreconhecível. E, ser assim - simplesmente quem você é - não é o suficiente?"
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