Boyhood



 

Título Original: Boyhood

Lançamento: 30 de Outubro de 2014

Diretor: Richard Linklater

Atores: Ellar Coltrane (Mason), Patricia Arquette (Olivia), Ethan Hawke (Mason Evans, Sr), Lorelei Linklater (Samantha)

Gênero: Drama

Nacionalidade: EUA

 

Sinopse:

 
O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

 

Minha primeira opinião sobre o filme: inexistente nos cinemas em São Paulo. Sim, quando estreou em outubro, fui logo procurar onde estava em cartaz. E pasmem! NÃO ESTAVA EM CARTAZ! Na verdade estava. Em UM cinema na cidade de São Paulo. Senão me engano era no shopping Cidade Jardins. Como moradora da zona leste, não iria cruzar a cidade para ver o filme (nem era preguiça, era falta de tempo mesmo). Decepção é a palavra para descrever o que eu senti. Afinal, falavam tanto do "filme que levou 12 anos para ser filmado". Era para ter pelo menos uma cópia em cada cinema de São Paulo. Mas aí lembrei que o pessoal prefere blockbusters a filmes que levam 12 anos para serem feitos. Ou seja, tem 5 salas passando Em Chamas, mas nenhuma passando Boyhood (nem vou entrar na discussão legendado X dublado, porque eu acho um absurdo essa situação de não ter cópias legendadas na maioria dos cinemas - mas isso é discussão para outra postagem). E só para avisar: agora que Boyhood é um filme indicado para o Oscar, ele voltou em alguns cinemas (Eldorado e Santa Cruz, aqui em SP) em apenas UM horário. Ou seja, não adiantou nada. Ou o povo não curte esse tipo de filme ou a rede Cinemark acha que ele não curte (sim, pesquisei no site do Cinemark, já que ele está presente na maioria dos shoppings).

 

Enfim... devem estar se perguntando "então, como você assistiu?". Pela forma mais fácil e barata de se assistir um filme: baixando ele na internet. É crime baixar da internet? Crime é não ter cópias no cinema. Eu até tentei ver no cinema. Mas né... ~fué fué fué~

 

Agora vamos para o filme (finalmente).

A história é narrada pela visão do Mason desde quando ele entra na escola aos 6 anos até o momento que ele se forma e vai para a faculdade (com 18 anos). Nesse período, mostra o relacionamento dele com os pais, escola e amigos. Como os pais são separados, ele vive com a mãe, a qual está sempre em busca de melhorar a situação dos filhos. Então vemos Olivia (ou Liv, para os íntimos), se mudar para Houston para fazer faculdade, contra a vontade dos filhos.

Só que nem sempre as coisas dão certo. Apesar de a mãe de Mason ter conseguido se formar, ela entra em casamentos desastrosos. Com isso, ela e os filhos estão sempre de mudança e precisando se adaptar a lugares novos, deixar amigos para trás e começar uma nova vida.

Tanto com Manson quanto com Samantha, sua irmã, vemos como eles se desenvolvem (e brigam) nesses 12 anos. Isso me fez pensar em quanto eu mudei nos últimos anos (não foram 12, foram mais), sempre me adaptando a uma fase nova da vida. Além da mudança física, também podemos reparar a mudança de atitudes e pensamentos.

Me identifiquei muito com Mason: sobre ficar pensando na vida, se é isso mesmo que nós queremos, se não é, por que isso ou aquilo acontecem, etc.

Não é um filme agitado ou com romance ou ação. É um filme sobre a vida. Como sobreviver a ela. Saber que nada fica sempre igual. Que pessoas vem e vão e que todos mudam com os anos. Para melhor ou para pior. Me disseram que era um filme fraco, mas não achei isso. Não é meu tipo preferido de filme, mas me encantou.

 

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